A 10ª Edição do Encontro de Divulgação de Ciência e Cultura (EDICC) acontecerá nos dias 17, 18, 19 e 20 de outubro e será composto por três mesas-redondas, mostra de curtas, mostra fotográfica, mostra sonora, apresentação artística e 13 sessões de comunicação oral. O evento será presencial, com transmissão das atividades online no Youtube e cinco sessões de comunicação oral de forma totalmente online, a fim de tornar possível a participação de pessoas que não podem comparecer presencialmente. 

Programação

17/10/2023: Terça-feira

8h às 9h: Credenciamento

9h às 13h: Oficinas

  • Oficina I: Divulgação científica: por onde começar?

Ministrantes: Jhonatan Dias e Letícia Naisa

Duração: 2h

Horário: 9h às 11h

Sala: CL14

Resumo: Nesta oficina, o participante poderá conhecer melhor os bastidores do jornalismo científico e entender como os jornalistas de redação trabalham em matérias sobre ciência. O público também receberá dicas de como atender melhor à imprensa e como responder às demandas de jornalistas e dar entrevistas de forma mais assertiva. A mini-oficina será ministrada pela jornalista Letícia Naísa, especialista em jornalismo científico pelo Labjor/Unicamp, com 10 anos de experiência na cobertura de ciência, saúde e tecnologia em grandes redações do Brasil, como Veja, VICE, Folha de S.Paulo, Estadão e UOL. Atua como colaboradora da Agência Bori e repórter freelancer na Revista Pesquisa Fapesp. A Oficina também será ministrada pelo jornalista de ciências e saúde Jhonatan Dias, mestrando em Divulgação Científica pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp e Redator Colaborador da Sensu Comunicação e Agência Bori.

  • Oficina II: Como criar figurações e experimentar outros modos de habitar a pesquisa

Ministrantes: Clarissa Reche

Duração: 2h

Horário: 11h às 13h

Sala: CL14

Resumo: “Figuração” é uma estratégia feminista metodológica para habitar os dados que produzimos durante nossas pesquisas. Donna Haraway propõe que uma figuração é confeccionada a partir de uma imagem performativa que nós conseguimos habitar. Nesta oficina iremos: 1. nos aproximar das ideias de figuração, imagem performativa e modos de habitar a pesquisa; 2. conhecer exemplos práticos de figurações em pesquisas; 3. experimentar criar nossas próprias figurações. Com isso, esta oficina tem como objetivo ampliar nosso repertório de estratégias para organizar, analisar e escrever sobre os dados de pesquisa, apresentando caminhos que fortaleçam pesquisas voltadas para a transformação e justiça social. 

9h às 11h: Comunicação oral online – Sessão 1

Espaço para apresentação de trabalhos selecionados, de maneira online, a fim de possibilitar a participação de pessoas de outras regiões do Brasil que não consigam vir para o evento presencial. Essa mesa será transmitida no auditório. Serão apresentados, em média, 5 trabalhos em cada Comunicação Oral. 

11h às 13h: Comunicação Oral Online – Sessão 2

Espaço para apresentação de trabalhos selecionados, de maneira online, a fim de possibilitar a participação de pessoas de outras regiões do Brasil que não consigam vir para o evento presencial. Essa mesa será transmitida no auditório. Serão apresentados, em média, 5 trabalhos em cada Comunicação Oral. 

11h às 13h: Comunicação Oral – Sessão 3

Espaço para apresentação de trabalhos selecionados. Serão apresentados, em média, 5 trabalhos em cada Comunicação Oral. Local: Auditório.

13h às 14h: Almoço

14h às 15h45: Mesa Redonda Aniversário do Mestrado em Divulgação Científica e Cultural

Participantes: Carlos Vogt, Simone Pallone, Marta Kanashiro, Thais Ribeiro Alencar, Alessandra Carnauskas de Souza Alday

Mediação: Marcos Barbai

O programa de pós-graduação em Divulgação Científica e Cultural nasceu de uma parceria entre o Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) e o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), vinculado à Área Interdisciplinar, com ênfase em Ciências Sociais e Humanidades. O programa conta com diversas pesquisas em andamento e já concluídas, publicações e produtos, como: os podcasts Mundaréu, Ecoa Maloca e Rádio Oxigênio, as revistas ClimaCom, ComCiência e a Revista do Edicc; além da Estante Labjor, uma coleção de livros digitais de acesso livre. O intuito desta Mesa Redonda é celebrar o aniversário de 15 anos do Programa de Pós-graduação em Divulgação Científica e Cultural, resgatando memórias, celebrando conquistas, mas também questionando obstáculos, antecipando futuras perspectivas e perseguindo o fio condutor do 10º EDICC: esperanças renovadas? Com esse objetivo, essa mesa será dividida em dois momentos: o primeiro será composto por professores fundadores e professores do Labjor. O segundo será composto por representação de ex-alunos e de funcionários do Labjor. Nessa mesa, pretendemos abordar sobre o histórico institucional, produtos do Labjor, funcionamento, impactos, desafios e, principalmente, o futuro do Labjor e do Mestrado.

15h45 às 16h15: Coffee Break

16h15 às 19h: Abertura, Apresentação artística e Exposição de livros

Abertura

Apresentação Artística: Plástico, um mito contemporâneo por Pamella Villanova

Pamella Villanova é atriz, arte educadora e procura trabalhar contra as monoculturas da mente. Gosta de explorar espaços de trocas de saberes, como as conferências performativas.

É doutoranda em Artes da Cena pela Unicamp com bolsa CAPES, fez seu doutorado sanduíche em Filosofia na Universidade de Zaragoza, na Espanha, pelo Programa Capes Print. Atualmente pesquisa as problemáticas do lixo e do plástico e vem criando obras artísticas que já foram apresentadas nos estados de SP, MG, SC, CE, PI, PR, na Argentina, em conexão com entidades inglesas; e nas cidades de Madri, Zaragoza e Granada na Espanha. Em sua pesquisa de mestrado (UNICAMP – FAPESP), articulou estudos de gênero com a mitologia grega de Helena, em uma palestra-performance que circulou por 12 estados brasileiros com baixo impacto ecológico e alto alcance social.

É diretora artística do Coletivo Passarinha, que promove ações de arte educação que questionam essa sociedade do consumo e do descarte. É gestora cultural do Ponto de Cultura Quintal Garatuja em Campinas, espaço cultural indisciplinar que desenvolve ações em diálogo com redes de artistas da cidade e também territórios das vizinhanças, como escolas e bosques.

18/10/2023: Quarta-feira

8h às 9h: Credenciamento

9h às 11h: Comunicação Oral Online – Sessão 4

Espaço para apresentação de trabalhos selecionados, de maneira online, a fim de possibilitar a participação de pessoas de outras regiões do Brasil que não consigam vir para o evento presencial. Essa mesa será transmitida no auditório. Serão apresentados, em média, 5 trabalhos em cada Comunicação Oral. 

11h às 13h: Comunicação Oral  – Sessão 5

Espaço para apresentação de trabalhos selecionados. Serão apresentados, em média, 5 trabalhos em cada Comunicação Oral. Local: Auditório.

13h às 14h: Almoço

14h às 16h: Comunicação Oral – Sessão 6

Espaço para apresentação de trabalhos selecionados. Serão apresentados, em média, 5 trabalhos em cada Comunicação Oral. Local: Auditório.

16h às 19h: Comunicação Oral – Sessão 7

Espaço para apresentação de trabalhos selecionados. Serão apresentados, em média, 5 trabalhos em cada Comunicação Oral. Local: Auditório.

19/10/2023: Quinta-feira

9h às 8h: Credenciamento

9h às 11h: Comunicação Oral Online – Sessão 8

Espaço para apresentação de trabalhos selecionados, de maneira online, a fim de possibilitar a participação de pessoas de outras regiões do Brasil que não consigam vir para o evento presencial. Essa mesa será transmitida no auditório. Serão apresentados, em média, 5 trabalhos em cada Comunicação Oral. 

11h às 13h: Comunicação Oral – Sessão 9

Espaço para apresentação de trabalhos selecionados.  Serão apresentados, em média, 5 trabalhos em cada Comunicação Oral. Local: Auditório.

13h às 14h: Almoço

14h às 16h: Comunicação Oral – Sessão 10

Espaço para apresentação de trabalhos selecionados. Serão apresentados, em média, 5 trabalhos em cada Comunicação Oral. 

16h às 17h: Mostra Cultural

Esse espaço contará com uma apresentação do panorama geral da Mostra Cultural e convite para visitarem a mostra. 

17h às 19h: Mesa Redonda: Produtivismo acadêmico e o panorama da divulgação científica e cultural

Participantes:

  • Janaisa Viscardi 
  • Aline Ghilardi

Mediação: Germana Fernandes Barata

Resumo: Nos últimos anos, a participação de divulgadores científicos de diversas áreas do conhecimento – pesquisadores, cientistas, jornalistas, artistas, educadores – tem sido crucial para elevar o status e a importância da divulgação científica e cultural no âmbito da sociedade brasileira. Por outro lado, especialmente durante a pandemia do Covid-19, ficou evidente o impacto dos influenciadores digitais da ciência em suas respectivas redes sociais como Instagram e TikTok e em demais veículos de comunicação, engajando e informando um público sedento por conhecimento acessível, informações científicas confiáveis, pesquisas reais e protocolos testados.

Por outro lado, a ciência brasileira ainda depende principalmente do financiamento público em uma dinâmica que é pautada por meio do produtivismo acadêmico, ou seja, o desempenho desses profissionais é calculado, por exemplo, pelo número de alunos orientados, teses defendidas, artigos escritos e publicados em revistas científicas, além da participação em eventos. Essa dinâmica cria algumas tensões no caminho em direção à democratização das pesquisas realizadas e em andamento. A busca por relevância, alcance e impacto social entra em conflito com esse modelo estrutural que precisa ser debatido, sobretudo em relação ao aumento da desinformação, negacionismo e do avanço das novas tecnologias.

Diante desse cenário, é urgente indagar: como os divulgadores científicos e culturais do Brasil estão lidando, na prática, com a democratização do conhecimento científico e com a continuidade de seu trabalho? Qual é a contribuição do produtivismo acadêmico para o acesso à informação? Para onde vai tudo o que é produzido nas universidades e centros de pesquisa? Quem são esses divulgadores científicos e culturais do Brasil e onde eles podem ser encontrados?

Além de todas essas questões em pauta, o propósito da oportunidade deste encontro é também traçar uma reflexão sobre a influência desse produtivismo na escrita. Tomando como perspectiva a atuação das pesquisadoras convidadas, queremos pensar juntos: há margem para a criatividade durante o gesto da escrita que se debruça no âmbito acadêmico? 

Portanto, incentivamos uma reflexão sobre os desafios para quem faz divulgação científica e propomos iniciar o debate e dialogar sobre a criação de possíveis mudanças palpáveis nos critérios de avaliação e progressão da carreira acadêmica, com o objetivo de buscar uma transformação efetiva no panorama científico brasileiro. 

20/10/2023: Sexta-feira

9h às 8h: Credenciamento

9h às 11h: Comunicação Oral Online – Sessão 11

Espaço para apresentação de trabalhos selecionados, de maneira online, a fim de possibilitar a participação de pessoas de outras regiões do Brasil que não consigam vir para o evento presencial. Essa mesa será transmitida no auditório. Serão apresentados, em média, 5 trabalhos em cada Comunicação Oral. 

11h às 13h: Comunicação Oral – Sessão 12

Espaço para apresentação de trabalhos selecionados.  Serão apresentados, em média, 5 trabalhos em cada Comunicação Oral. Local: Auditório.

13h às 14h: Almoço

14h às 15h45: Comunicação Oral – Sessão 13

Espaço para apresentação de trabalhos selecionados.  Serão apresentados, em média, 5 trabalhos em cada Comunicação Oral. Local: Auditório.

15h45 às 16h15: Coffee-Break

16h15 às 19h: Encerramento e Mesa Redonda: Perspectivas antirracistas na tecnologia e na saúde

Encerramento

Participantes:

  • Daniela Manica
  • Márcia Azevedo de Abreu
  • Fernanda Mariath

Mesa Redonda: Perspectivas antirracistas na tecnologia e na saúde

  • Tatiane Muniz
  • Nina da Hora

Mediação: Monique dos Anjos

Resumo: Novas tecnologias, inovações, avanços na ciência ocorrem contínua e rapidamente hoje em dia. É impressionante o quanto as redes sociais se tornaram parte do nosso cotidiano e parece sempre surgir novas redes, novas ferramentas, novas funções. Com o ChatGPT, a inteligência artificial ganhou destaque nas conversas em sala de aula e nos corredores, com ênfase para as inúmeras funções e inovações sendo desenvolvidas com inteligência artificial. Todos se surpreenderam com a rapidez do desenvolvimento das vacinas do COVID-19 e os ensaios clínicos. Além da vacina do COVID-19, os inúmeros medicamentos novos que chegam às farmácias chamam atenção para os ensaios clínicos, considerados o “padrão ouro” das pesquisas biomédicas. Mas quanto essas inovações são realmente novas? O quanto elas carregam e reafirmam hierarquias e preconceitos que não são nada novos? Como é o atravessamento do racismo nessas tecnologias? É possível realmente criar inovações que renovem nossas esperanças? Como? Essas são perguntas que iremos perseguir nessa mesa redonda.